Mostrando postagens com marcador A cruz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A cruz. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de março de 2009

Hino da Santa Cruz







Do Rei avança o estandarte

Fulge o mistério da Cruz

Que fere a vida de morte

Morte que a vida conduz



Do lado Morto de Cristo

Ao golpe que lhe vibraram

Tendo em vista meu pecado

O sangue a água jorraram.



A profecia do rei

Realizada já temos

Ele dizia as nações:

Deus reinará pelo lenho!



Árvore bela e fúlgida

De rubra purpura ornada

Dos santos membros tocar

Digna só foste achada.



Óh Cruz feliz cujos braços

Do homem preço se ergueu

Balança foste do corpo

Que a maldade venceu



Se de ti nos acercamos

Acolhei a nossa prece

Durezas que em ti buscamos

Te pedimos hoje esquece!



Inclina pois os teus ramos

Tuas fibras amolece

Ao Senhor que em ti pregamos

Um doce leito oferece!



Tu é a nossa esperança

E tabua de salvação

Por um aumento de graça

Por memória da paixão



Bendita seja a Trindade

A qual toda carne vem

E da cruz a Santidade

Pelos séculos. amem!

Vivificante Cruz









Debastando a Cruz para o castigo

num bosque próximo a cidade

o fizeram com tal celeridade

que ficou mal lavrado o lenho antigo


Nesse tosco madeiro o grande amigo

e Salvador da vil humanidade

foi exposto aos apupos da maldade

sobre um monte escalvado e sem abrigo


Ali agonizou a luz divina

enquanto o olor da seiva, da resina

do mal lavrado lenho se espalhava


Etéreo anúncio da árvore bendita

que ia estender-se multipla e infinita

para libertar a humanidade escrava!!!


Leopoldo Brígido

domingo, 1 de março de 2009

A Cruz mutilada (versos brancos do imortal Herculano)









Amo-te, oh cruz, no vértice firmada

De esplêndidas igrejas;

Amo-te quando a noite, sobre a campa,

Junto ao cipreste alvejas;

Amo-te sobre o altar, onde, entre incensos,

As preces te rodeiam;

Amo-te quando em prestito festivo

As multidões te asteiam;

Amo-te erguida no cruzeiro antigo

No adro do presbitério;

E quando ao morto, impressa no ataúde,

Guias ao cemitério;

Amo-te, oh Cruz, até, quando no vale

Negrejas triste e só;

Núncia do crime, a que deveu a terra

Do assassinado o pó:



Porém quanto mais eu te amo

Oh cruz do meu Senhor,

É, se te encontro a tarde

Antes do sol se por.



Na clareira da serra,

que o arvoredo assombra

e a luz fenecendo

se entira a tua sombra,



Do sol os frageis raios

com o luar mistura

e o seu hino a tarde

o pinheiral murmura.