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segunda-feira, 16 de junho de 2014

A morte de Jesus




Jesus pendente, expira; e sem demora
de susto e horror desmaia o sol na altura
cobre-se o céu com um manto de negrura

O mundo inteiro treme e se apavora.

Trajando luto toda a natureza chora,
Fende-se a terra, estala a rocha dura
Abandonando a paz da sepultura
vagueiam mortos pelo campo afora!

Além, ronca o trovão sinistramente,
Fuzila o raio, e em louca tempestade
Agita-se o imenso mar furiosamente

Tinhas por certo oh Cristo a divindade
Pois na morte de um Deus, de Deus somente
Pode haver tanta pompa e majestade!!!


Pe Antonio Tomaz

domingo, 1 de março de 2009

Invictus est







Mensageiros do arcanjo revoltoso

homens proscritos vão em feio bando

há dezenove séculos tentando

Roubar-te, óh Cristo, o cetro glorioso!


Mas sempre forte, sempre poderoso

tu vais a todos eles suplantando

E a teu jugo, leve, suave e brando

curva-se o universo pressuroso!


Tens apesar da guerra a ti movida

por essas almas frageis, pequeninas

a terra toda ao teu poder jungida,


E ainda hoje a um gesto teu apenas:

Retornam os Lázaros a vida,

E beijam-te os pés as madalenas!