sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Imortal fadário...






Se te sentes na terra peregrino
envolvido por nuvens opressoras
por forças ocultas repressoras
de um fatal destino...

Se te sentes na terra qual pedaço
de astro ou de planeta decaido
fragmento de metal recém saido
do celeste espaço...

Sabe que este fadário terá fim
dá mais um passo...
Qual Maria dize Sim
e aperta o laço...
Segue em busca do repouso prometido
Astro de luz do céu recém saido...




Báratro de terrores cheio
Menor de todas as esferas
Retorno sem fazer rodeio
Resgatando culpas doutras eras

Desfazem-se todas as quimeras
enquanto vou seguindo alheio
quase morto, sufocado, em meio
a visão de alheias primaveras

Alma fadada a expiar teus crimes
Por que fugindo a lei te eximes
Ante o calvário aberto do infinito?

Eleva aos céus teu coração aflito
Expande na voz de Deus teu grito
Enquanto no mundo te redimes...



Qual brisa suave e mansa
alegre, refrigerante
Que corre e jamais se cança
Que tudo cerca e alcança
num ínfimo instante...

Sorriso límpido e aberto
transparente e jovial
Sorriso lépido e certo
maravilhoso decerto
É dínamo contra o mal!!!

Prece fraterna







Deus de amor, de luz e de bondade

Pai de todo ser e toda criatura

Propício a todo que procura,

Um sonho de paz e amenidade



Pai e educador da humanidade

Que jungida pelo peso da amargura

e estiolada por laços de apertura

Demanda e suplica piedade...



Ouve os brados do filho que chora

esmagado peça dor cruciante

e que estendendo suas mãos, implora



Escuta-nos agora e mais adiante

A cada momento, tempo e hora,

Escuta-nos sempre e a cada instante.

A voz...






Voz que sempre me acompanhas


E não sei donde vem


se das entranhas,


da terra ou dos ares de além...




Voz que procede dos mares


Voz que não sei donde vem


Voz que dissipa os pesares


E que sempre me fez tanto bem...




Voz tutelar que eu escuto


Sem conhecer a razão


Voz do numinoso, oculto


A qual eu presto atenção.




Voz que sempre sugestiva


Diz o que devo fazer


Voz que sempre positiva


ouço com o maior prazer




Voz que sempre me guiaste


em perfeita segurança


Voz que comigo falaste


sendo ainda eu criança...


Voz que sempre orientaste

cada apelo ou decisão

Voz que sempre foi ouvida

No fundo do coração!


Voz que ouço mas não sei


a origem, o segredo


Voz eu te tomo por lei


E já não tenho mais medo...




Voz que desde o berço


instado tem comigo


Em tom de humano apreço


qual fosse um bom amigo




Voz que não sei explicar


a direção de onde vem...


Voz que parece ecoar


lá dos páramos de além...




Voz que sempre me fizeste bem!

Pater!






Pai, eu elevo a minha consciência


devota, humilde e suplicante


Estende a mão a cada instante


Concedendo-me força e resistência.




Enche-me de sabedoria e de ciência


de esperança e amor vivificante


Para que possa ser constante


Exercitando a santa paciência...




Eleva-me por sobre as trevas deste mundo


Qual sol sobrepairando no abismo


gigante, colossal, profundo




Sustenta-me os pés durante o cismo


causado pelo espírito imundo


E salva-me deste cataclismo!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Senhor de todos os Caminhos






Senhor de todos os Caminhos


Peregrino de todas as jornadas


E meio a penosas caminhadas


Jamais estaremos sozinhos




Guia das sendas palmilhadas


Sedento de afetos e carinhos


Motejos suportastes, escarninhos

As dores de todas as estradas...




Espero sempre estar contigo


Por sentir-me tosco e pequenino


Imagem rude do Adão antigo...




Carrega-me como a um menino


Transpor-me faz o divino postigo


E salva-me deste mundo fescenino!